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Spice Girl



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MensagemEnviada: Ter Jun 07, 2011 10:16 pm    Assunto: Responder com Citação


Somalilândia

Maraq Fahfah


450g de borrego ou cabra, em cubos
2 l de água
3 batatas médias, descascadas e em cubos
2 cenouras, raspadas e em cubos
1/2 repolho, em tirinhas
1 tomate ,picado
1 cebola pequena, picada
2 dentes de alho, picados
1 malagueta verde, picada
sumo de ½ limão
2 colheres de chá sementes de coentros moídas
sal e pimenta
2 colheres de sopa de folhas de coentro picadas

Ponha a carne numa panela, cubra com água e leve ao lume até ferver, reduza o lume e cozinhe por cerca de 80 minutos, ou até a carne ficar macia.
Adicione as batatas, as cenoura e o repolho e cozinhe por cerca de 15 minutos. Adicione os restantes legumes, tempere a gosto e adicione a malagueta, o sumo de limão e sementes de coentro. Tape e deixe cozinhar por aproximadamente 20 minutos, ou até os legumes ficarem macios.
Sirva em tigelas, polvilhado com as folhas de coentro picadas e acompanhado com arroz ou pão.


Adaptado de: http://www.celtnet.org.uk/recipes/miscellaneous/fetch-recipe.php?rid=misc-maraq-fahfah
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Spice Girl



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MensagemEnviada: Qua Jun 08, 2011 4:14 pm    Assunto: Responder com Citação


República Turca do Norte do Chipre


Fritos de Mel e Canela

14 g de fermento biológico fresco ou 6 gramas de fermento seco
300 ml de água morna
½ colher de chá de açúcar
230 g de farinha de trigo
¼ colher de chá de sal
300 ml de óleo de milho (para fritar)


Para servir
1 ½ colheres de chá de canela
8 colheres de sopa de mel


Comece por preparar a mistura do fermento: adicione, a meio copo de água morna, o açúcar e o fermento. Dissolva completamente e deixe repousar num local quente por 15 minutos. Isso irá activar a levedura e a mistura deve começar a formar espuma.

Peneire a farinha e o sal para uma tigela. Adicione o fermento e misture bem. Se quiser, pode usar uma batedeira.

Então, comece a adicionar a água morna não se esquecendo de continuar a bater. Pretende-se uma mistura espessa, mas não elástica. Quando toda a água tiver sido adicionada continue a bater até que comece a formar bolhas

Cubra a tigela com um pano e coloque-a num lugar quente por 2 horas para que a mistura levede e duplique de volume.

Prepare um copo de água fria e uma colher de chá para a fase seguinte. Entretanto, aqueça o óleo para a fritura.

Molhe a colher com a água fria e dedos também. Isso impedirá que a massa se agarre à colher ou com os dedos. Retire uma colher de chá da massa e coloque-a no óleo. Delicadamente empurre-a para baixo com os dedos, tendo o cuidado de não se queimar.

Alguns segundos depois a massa inchará e subirá à superfície.

Frite 6-7 de cada vez. Vire-os para que eles dourem de todos os lados. Retire-os com uma escumadeira e coloque-os sobre papel absorvente.

Em seguida, coloque-os num prato, polvilhe um pouco de canela e regue com uma colher de sopa de mel.

Sirva de imediato, caso contrário ficarão empapados

Adaptado de: http://www.living-in-northern-cyprus.com/northern-cyprus-food-and-drink/desserts/cinnamon-and-honey-fritters.html?Itemid=0.
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MensagemEnviada: Qui Jun 09, 2011 12:14 am    Assunto: Responder com Citação


Sudão do Sul


Nesta viagem já fui ao Sudão. Já por lá tinha passado quando um dia ouvi dizer que tinha havido um referendo sobre a independência do Sul do Sudão, que a vontade das pessoas tinha sido que o Sul do Sudão se tornasse independente. Por pura coincidência, a data para a formalização, e para que este novo país passe a existir, é precisamente de hoje a 1 mês – 9 de Julho.
Uns dias depois, num jantar com um amigo, que lê este fórum, e que por coincidência também tinha ouvido a notícia, ele chamou-me a atenção para o facto de um novo país ir surgir, e para o facto desta viagem ter que durar mais um pouco, porque de certeza que quereria ir lá. Já tinha pensado ir, acho que me conheces o suficiente para saber, mas depois de o dizeres não podia falhar… Smile

Embora só daqui por um mês a independência seja declarada, não podia mesmo deixar de passar por lá. Uma parte do mundo em que a vida é bem difícil, daquelas partes do mundo de que ouvimos falar, mas são lá tão longe… com pessoas tão diferentes… que às vezes as coisas não nos tocam como se justificaria. Mas quando conhecemos algumas dessas pessoas, vimos que apesar das diferenças há muito em comum… e as coisas acabam por nos tocar com mais força. O país também adquire um significado diferente… isso aconteceu-me há uns anos com o Sudão (e até já o contei aqui noutro contexto).

Há já alguns anos, num ano em que vivi em Inglaterra, as minhas filhas andavam numa escola com miúdos de muitos países diferentes (cerca de 50 países). Foi uma experiência extremamente enriquecedora para elas (e para mim também) e que acredito que influenciou de forma decisiva a forma como olhamos para o mundo.

A minha filha mais nova tinha uma amiga do Sudão, morávamos relativamente perto e muitas vezes me cruzei com a mãe com roupas largas, escuras e compridas e o cabelo todo bem tapado. A certa altura as miúdas começaram a pedir para ir brincar uma para casa da outra. Um dia calhou-me ir buscar a minha filha a casa da Noseiba. Qual não foi o meu espanto quando me abriu a porta uma rapariga nova de calções, blusinha de alças e de totós, era a dita mãe... Entrei e lá dentro estava uma outra rapariga de vestidinho de alças que me cumprimentou de forma muito familiar, mas que eu não conhecia. Mas as miúdas apareceram e vinha mais uma e eu fiquei a saber quem era a rapariga do vestidinho de alças. De facto cruzava-me todos os dias com ela, mas não passava de uma mancha negra, apenas se viam os olhos.

A mãe da Noseiba estava a fazer o doutoramento em Inglaterra e vivia com duas filhas e a mãe dela. Uma das miúdas tinha 6 anos (a amiga da minha filha - uma miúda muito esperta e viva) a outra tinha 8 (era deficiente), a mãe - que ficava sempre sentada no chão a um canto - tinha a cara toda tatuada de azul, não falava inglês (nem sequer a língua oficial do Sudão, apenas um dialecto da sua aldeia) não saía, mas ajudava a tratar da casa, cozinhar e tomar conta das garotas. Voltei lá várias vezes, e ficávamos a conversar sentadas no chão (ela punha sempre um bule com chá num tabuleiro no chão) enquanto as miúdas brincavam. Nunca mais me esqueci da força daquela rapariga jovem e franzina. Impressionou-me de tal forma que quando penso em força e coragem me vem a imagem da mãe da Noseiba.

Não sei se eram do norte ou sul do Sudão, nem nunca mais soube nada delas. Mas neste regresso ao Sudão, não posso deixar de me lembrar delas.

Norte do Sudão

Gorraasa

500 g de farinha de trigo
1/2 colher de chá de fermento em pó
500 ml de água
1 colher de chá de sal

Peneire a farinha numa tigela. Adicione o fermento e o sal e misture com água até obter uma massa grossa. Despeje uma concha cheia de massa numa frigideira plana não aderente e alise até que fique uniformemente distribuído. Coza em fogo médio e voltando quando dourada.

Adaptado de: http://marktanner.com/sudan-recipes/gorraasa.htm


Sul do Sudão


Para o novo país não foi fácil encontrar receitas… fiquei a saber que era muito apreciado um prato de peixe seco chamado Kajaik que é comido acompanhado de Aseeda umas papas feitas por todo o Sudão. Aqui fica a receita da Aseeda (a do Kajaik não encontrei).

Aseeda

1/2 kg de farinha de centeio
água
1/2 chávena de levedura (penso que fermento de padeiro)
1 colher de chá de sal

Adicione 1/2 kg de farinha com 1/2 litro de água e o fermento numa tigela e misture bem. Deixe em local quente por 5 horas a levedar.

Ferva 1 litro de água com sal. Quando a água estiver a ferver, adicione a mistura da aseeda e mexa com uma colher de pau. Uma vez que comece a engrossar (adicione mais farinha se a massa estiver muito líquida), adicione 1/2 chávena de água e deixe ferver até borbulhar.

Despeje numa tigela ou uma forma e deixe descansar até arrefecer e engrossar. Desenforme para um prato e sirva com um molho ou como acompanhamento de outros pratos.

Adaptado de : http://marktanner.com/sudan-recipes/aseeda.htm

Mas soube-me a pouco dar as boas vindas a este país apenas com a Aseeda. Sei que no sul do Sudão se come mais peixe. Encontrei uma receita de peixe do Nilo Branco. O Nilo Branco atravessa todo o Sul do Sudão, inclusivamente a capital – Juba - embora uma parte dele (menor) esteja norte. Espero que seja uma receita do Sul do Sudão…


Peixe do Nilo Branco

1 kg de peixe fresco (de preferência perca do Nilo)
2 cebolas grandes
1/2 chávena de óleo
1 cabeça de alho
3 pimentos verdes
1 colher de chá de sal
2 colheres de sopa de pasta de tomate
2 tomates
1 molho de coentros frescos
1 colher de sopa de sementes de coentro / pimenta preta esmagada
1 limão
1 chávena de de sultanas
1 chávena de alperces secos (opcional)
2 batatas (opcional)
1 cenoura (opcional)


Corte as cebolas às rodelas e frite-as em óleo num tacho grande. Esmague o alho e adicione à cebola com um pouco de sal. Acrescente a pasta de tomate e continue a fritar, mexendo até a cebola ficar dourada. Adicione as sementes de coentros e uma colher de chá de sal e o sumo de meio limão.
Ponha o peixe no tacho. Corte os pimentos em pedaços e coloque por cima do peixe, bem como os tomates em rodelas. Se desejar, adicione as batatas e / ou as cenouras em rodelas finas. Por cima ponha as sultanas e, se desejar, os alperces e tape o tacho. Pique as folhas de coentro e adicione com pitada de sal. Cozinhe em cima do lume ou no forno até que o peixe fique cozido (aproximadamente 20 minutos).

Adaptado de: http://marktanner.com/sudan-recipes/white-nile-fish.htm
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MensagemEnviada: Qui Jun 09, 2011 12:16 am    Assunto: Responder com Citação

E aqui estão todas as pegadas que ficaram pelo Mundo resultantes desta viagem:


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MensagemEnviada: Qui Jun 09, 2011 12:25 am    Assunto: Responder com Citação

Portugal

Regressei a casa… os nossos doces de ovos sempre me fascinaram… Como eu gosto deles! Não podia deixar de ir logo matar saudades deles.

Os ovos moles, fios de ovos, lampreias de ovos, trouxas de ovos… o que cada vez encontro menos são as fatias de Tomar... e nunca vou esquecer o prato com Fatias de Tomar que via sempre na montra da Martins e Costa na Rua do Carmo até ao incêndio no Chiado em 1988. Acho que foram elas que me levaram a interessar-me por aprender a fazê-las, talvez também tenha contribuído o facto de achar este doce meio misterioso… Até tenho uma panela própria. Houve uma época em que as fazia frequentemente. Adoro fatias de Tomar!





Fatias de Tomar

24 gemas de ovos ;
1 kg de açúcar

Separam-se as gemas das claras só na altura em que se vão bater. Batem-se as gemas durante 1 hora à mão ou 20 minutos na máquina eléctrica.
Deita-se a massa numa forma oval com tampo, muito bem untada. Introduz-se a forma em banho-maria, já a ferver, e deixa-se cozer durante 1 hora sem nunca parar a fervura da água.
Desenforma-se o bolo e corta-se às fatias (ao alto, nunca horizontalmente) com a espessura de um dedo.
Tem-se já o açúcar ao lume a ferver com 1 litro de água e com um ponto muito baixo (basta 102º C). Introduzem-se as fatias nesta calda, deixando-as ferver e virando-as.
Colocam-se as fatias numa travessa e regam-se com a calda. Pode enfeitar-se com fios de ovos.
A calda deve ser constantemente acrescentada com pingos de água para impedir que o ponto suba.

Estas fatias também são conhecidas por «fatias da china».
Existem em Tomar umas panelas de folha, engenhoso utensílio, nas quais se introduz a forma oval e abaulada de que acima falamos. As referidas panelas são munidas de uma chaminé pela qual se acrescenta água a ferver de modo a manter durante toda a cozedura a forma mergulhada em água a ferver.


(do livro Cozinha Tradicional Portuguesa de Maria de Lourdes Modesto – foi seguindo esta receita que as fiz muitas vezes)
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MensagemEnviada: Qui Jun 09, 2011 1:20 am    Assunto: Responder com Citação

Acabou esta viagem à volta do Mundo. Durou 9 meses e 9 dias…

Uma viagem longa! Tal como todas as viagens, teve bons momentos, muito entusiasmo com a novidade e o desconhecido, com o que conheci e aprendi. Mas também momentos menos bons, momentos de algum cansaço e desânimo, em que tudo questionei e tive vontade de voltar a casa. Tal como todas as viagens, esta proporcionou-me o contacto com muitas coisas, pessoas e situações, algumas das quais que me marcaram muito.

Chega uma hora em que inevitavelmente se volta a casa, mas o que é bom é que raramente nos ficam na memória os momentos menos bons. O que recordamos são os bons momentos, o que descobrimos e que nos fez mudar. Porque de uma viagem nunca se volta igual. E se formos com o espírito aberto, voltamos mesmo muito, muito diferentes.

De facto, uma viagem nunca acaba quando se chega a casa, sobretudo uma viagem tão rica e intensa quanto esta. Ela prolonga-se, noutros moldes. Há situações que na altura vivemos de uma forma e que depois reinterpretamos, há que “digerir” tudo o que se passou, analisar com algum distanciamento… enfim … o processo continua por muito tempo… por toda a vida por vezes.

Adorei a viagem, regressei a ver o mundo de outra forma, mas vai-me saber bem o “voltar a casa” e o processo que se segue. Também vai custar muito. Mesmo muito… Vou ter muitas saudades...

Mas uma viagem é apenas uma viagem, por muito rica e intensa que seja, e haverá outras. Serão necessariamente viagens diferentes, porque o contexto é diferente e nós também já estamos diferentes. Viagens em que por vezes se volta aos mesmos locais… ou não. Um dos encantos da vida é precisamente a surpresa que o futuro nos reserva… e o que é mesmo importante é a disponibilidade para viver o que cada viagem nos proporciona.

Por coincidência (ou nem por isso Smile ) faz hoje 5 anos, 5 meses e 5 dias que me inscrevi neste fórum (e eu gosto mesmo do número 5).

Foi uma viagem também muito rica, e que me mudou muito. Uma viagem com todas as características que acabei de referir.

Está na hora de “voltar a casa”…
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Chapim



Registrado: Sexta-Feira, 22 de Setembro de 2006
Mensagens: 622
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MensagemEnviada: Qui Jun 09, 2011 9:38 am    Assunto: Responder com Citação

prayer prayer prayer
Paulina, muito obrigado por toda esta viagem.

Applause Applause

Foi uma aula enorme de gastronomia, mas também de geografia e cultura.

Boas provas!
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Rui Figueiredo

pelo vinho!
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r.ramalho



Registrado: Quarta-Feira, 2 de Março de 2011
Mensagens: 82
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MensagemEnviada: Qua Jun 15, 2011 11:43 am    Assunto: Responder com Citação

O melhor deste tipo de viagens é realmente a cultura extra que trazemos na bagageira, quer seja o reconhecimento de novos ingredientes e produtos como também a aprendizagem de novas técnicas ou formas diferentes de trabalhar produtos.
Esperemos que não tenha sido apenas mais uma viagem, e que tenha trazido para casa toda a bagagem que conseguiu...
Foi sem dúvida uma actividade enriquecedora, agora é tempo de descansar, quem sabe se não haverá tempo para outras viagens no futuro.
_________________
Rúben Ramalho

"The invention of a new dish is of greater importance to the happiness of mankind, than the discovery of a new star" Brillat-Savarin’s
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