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Subida do IVA na restauração
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Pedro Aragão Freitas



Registrado: Sábado, 12 de Abril de 2008
Mensagens: 302

MensagemEnviada: Sex Jul 08, 2011 10:37 am    Assunto: Subida do IVA na restauração Responder com Citação

Gostava de ouvir a opinião dos foristas sobre uma eventual subida do IVA na restauração.

O governo está a equacionar uma subida para a taxa normal de IVA. Segundo dizem, o consumo interno poderá reduzir mas o consumo dos turistas, considerado estratégico, não é sensível a estas mudanças.

Ao mesmo tempo, coloco aqui algumas das notícias recentes na Inglaterra e Irlanda.

http://www.theepochtimes.com/n2/ireland/reduced-vat-rate-to-help-restaurant-industry-58700.html

http://www.tourismalliance.com/downloads/VAT%20Rates%20(8th%20April).pdf

Quid Juris?
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Pedro Aragão Freitas
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Artur Hermenegildo



Registrado: Quarta-Feira, 23 de Outubro de 2002
Mensagens: 683

MensagemEnviada: Sex Jul 15, 2011 10:57 am    Assunto: Responder com Citação

Caro Pedro,

Não creio que em restaurantes de alto nível, que já praticam preços elevados, como é o caso do Bocca, isso se note muito. Estamos a falar de uma subida de 10%, quem vai a estes restaurantes não é por mais 10% que vai deixar de ir.

Provavelmente o restaurante de todos os dias, onde vamos almoçar por 8 ou 10 euros, os fast foods, os buffets de centro comercial, poderão sentir alguma coisa.

Acho que o impacto nos preços dos restaurantes quando mudámos para o euro foi bem maior. Há 10 anos pagar dois contos por um almoço num restaurante "normal" era invulgar; hoje uma refeição por 10 euros é barata. Mesmo descontando a taxa de inflacção, há uma diferença substancial.
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Pedro Aragão Freitas



Registrado: Sábado, 12 de Abril de 2008
Mensagens: 302

MensagemEnviada: Sex Jul 15, 2011 2:54 pm    Assunto: Responder com Citação

Olá Artur,

Eu compreendo essa lógica mas não concordo muito. Os clientes de restaurantes como o Bocca pertencem às classes média e alta. Com a crise que se instalou, grande parte dos clientes da classe média deixou de frequentar restaurantes com estes níveis de preço e uma subida de mais 10% nos preços poderá ser desastrosa, principalmente se tivermos em consideração que também existe uma diminuição nos rendimentos disponíveis.

Para além disto, os restaurantes de níveis de preço mais baixos perdem alguns dos seus clientes habituais com a subida do IVA mas compensam, em parte, com novos clientes que frequentavam restaurantes mais caros mas que agora já não o podem fazer. Os restaurante mais caros só perdem clientes. Não ganham novos Sad
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Pedro Aragão Freitas
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CP



Registrado: Terça-Feira, 25 de Agosto de 2009
Mensagens: 264
Localização: Lisboa

MensagemEnviada: Sex Jul 15, 2011 6:29 pm    Assunto: Responder com Citação

Pedro Aragão Freitas escreveu:
Olá Artur,

Eu compreendo essa lógica mas não concordo muito. Os clientes de restaurantes como o Bocca pertencem às classes média e alta. Com a crise que se instalou, grande parte dos clientes da classe média deixou de frequentar restaurantes com estes níveis de preço e uma subida de mais 10% nos preços poderá ser desastrosa, principalmente se tivermos em consideração que também existe uma diminuição nos rendimentos disponíveis.

Para além disto, os restaurantes de níveis de preço mais baixos perdem alguns dos seus clientes habituais com a subida do IVA mas compensam, em parte, com novos clientes que frequentavam restaurantes mais caros mas que agora já não o podem fazer. Os restaurante mais caros só perdem clientes. Não ganham novos Sad


Embora compreenda a perspectiva do Artur Hermenegildo, concordo de todo com o Pedro Freitas.

Mais. Nas muitas conversas que tenho tido sobre o assunto:

- com consumidores, a conversa está sempre focada numa tendência de baixar as despesas nas refeições fora de casa, inclusivé as de todos os dias;

- com agentes da restauração, a grande aposta está mesmo nos turistas, já que notam uma grande falta de disponibilidade em gastar (muito) por parte dos portugueses. Isto em restaurantes de topo.


Um aumento de 8,85% nos preços ao público seria desastroso.
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Carlos Alexandre

"As convicções são inimigos da verdade bem mais perigosos que as mentiras. " - Friedrich Nietzsche
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Rui Souto



Registrado: Segunda-Feira, 7 de Fevereiro de 2005
Mensagens: 156

MensagemEnviada: Ter Jul 19, 2011 1:58 pm    Assunto: Responder com Citação

Concordo com quase tudo o que foi escrito nos dois últimos posts.

Só não concordo quando se deu a entender que os restaurantes de preços mais baixos poderão não sofrer tanto. A não ser que possa estar a interpretar mal as palavras. Com efeito, e na minha opinião, um aumento dos preços devido à subida do IVA associado à situação económica em que vivemos actualmente, levará naturalmente a que alguns clientes de maiores posses, que iam com maior frequência a restaurantes mais caros, possam tender a frequentar com maior assiduidade restaurantes mais acessíveis. Mas o mesmo se aplica a clientes com uma carteira mais "pequena" e a restaurantes de preços de gama média/baixa. Estes naturalmente também deslocar-se-ão com menos frequência a restaurantes. E não podemos esquecer que existe muito mais gente com rendimentos médios/baixos do que com rendimentos altos. É uma questão de números bem simples. O aumento do IVA afectará tudo e todos no sector da restauração. Aliás, mesmo sem aumento do IVA, só a própria situação económica do país já tem afectado, com algumas excepções (e as excepções nunca fazem a regra) todo o sector Exclamation

Eu da minha parte, como consumidor, desde há um ano para cá tenho cortado um pouco nas minhas despesas e idas a restaurantes. Tanto tenho ido menos a restaurantes de gama alta como gama média e baixa. Ainda que não abdique de o fazer de vez em quando. É evidente que a minha disponibilidade de tempo devido ao aumento do meu agregado familiar tem também contado Cool . Mas tenho a certeza que ainda que não fosse esse o caso, possivelmente o mesmo teria acontecido. A subida de IVA, a concretizar-se, face aos meus actuais rendimentos mensais, encargos, e algum receio do que possa estar ainda mais para vir em termos de medidas de austeridade (acho que não ficarão por aqui), irá por certo reduzir ainda um pouco mais essas minhas deslocações.
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Artur Hermenegildo



Registrado: Quarta-Feira, 23 de Outubro de 2002
Mensagens: 683

MensagemEnviada: Ter Jul 19, 2011 3:01 pm    Assunto: Responder com Citação

O que acho que estamos todos aqui a dizer é que a vida vai ser mais difícil para quase todos os Portugueses durante os próximos 5 ou 6 anos. O aumento do IVA na restauração é apenas uma parte do problema, mas sinceramente também não entendo porque há-de a restauração ter um IVA mais baixo que o resto das actividades económicas.

Eu, por exemplo ,acabo de saber que vou ter um corte salarial de 10% a partir de Setembro (e isto numa empresa privada com lucros de milhões). De certeza que vai ter mais impacto nas minhas deslocações a restaurantes do nível do Bocca do que o aumento do IVA.

Acho que as coisas têm de ser vistas como um todo. Estamos quase todos a pagar a factura de erros cometidos e do ataque de que somos vítima por parte do que hoje eufemisticamente se chama "os mercados" (ou seja, os grandes especuladores internacionais, que apostam no colapso do Euro e possivelmete da própria UE).
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mlpaiva



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MensagemEnviada: Ter Jul 19, 2011 9:01 pm    Assunto: Responder com Citação

Não é a subida do IVA na restauração que vai provocar menor movimento nos restaurantes, mas a descida de rendimentos dos comensais. Dependendo, obviamente, também do nível dos restaurantes e da sua tradição, localização, etc., haverá downgrades, diminuição da frequência e até cortes drásticos.

Alguém disse e nem sei a propósito de quê, "Habituem-se!". Eu prefiro Darwin: ser vivo que não se adapta, morre.
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Luís Paiva

Never increase, beyond what is necessary, the number of entities required to explain anything.
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Pedro Aragão Freitas



Registrado: Sábado, 12 de Abril de 2008
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MensagemEnviada: Ter Jul 19, 2011 10:32 pm    Assunto: Responder com Citação

Eu sei que a crise é para todos e que todos temos que apertar o cinto. Não estou de modo algum a tentar fugir com o rabo à seringa.

Contesto uma possível subida do IVA na restauração por uma questão mais de fundo. O défice público está incomportável e tem que ser reduzido. O estado precisa de cortar na despesa e aumentar a receita. Subir o IVA na restauração vai trazer mais receita ao estado? E acho que não só não trará mais receita como garantidamente trará mais despesa.

Um aumento de 10% nos preços, acompanhado por uma diminuição do rendimento disponível, poderá levar a uma diminuição no consumo superior a 10%, o que faz com que o estado não consiga gerar mais receita. Paralelamente, essa medida iria garantidamente provocar muitos despedimentos na restauração, devido à menor procura e até muitos encerramentos. Ora, o desemprego representa imensa despesa para o estado, despesa essa que agora é de evitar ao máximo.

Se eu tiver um problema de défice no restaurante, não posso aumentar os preços e baixar a oferta. Isso não funciona! Tenho é que tentar racionalizar ao máximo os recursos disponíveis. Tentar baixar os custos sem comprometer a oferta nem a receita.

Acho que o estado deve, em primeiro lugar, melhorar a forma como consome os seus recursos. Como se entente que só há pouco tempo o ministério da educação se tenha lembrado que conseguiriam poupar muito dinheiro se fizessem compras colectivas? Dá para acreditar que, até há pouco tempo, cada escola contratava directamente os seus fornecedores? Há que ser mais eficiente. Não sou economista mas acho que a alterações têm que ser feitas ao máximo no campo da despesa. Tentar resolver a questão através da receita poderá mergulhar mais o país na recessão e recessão gera despesa pública. A Grécia, por exemplo, por mais austeridade que tenha, só tem vindo a agravar o défice.

O governo defende que é necessário austeridade e ao mesmo tempo estimular a economia, sendo a descida da TSU a medida mais falada, mas convém não esquecer que de nada serve ter empresas produtivas se as pessoas não tiverem dinheiro para comprar.

Claro está... criticar é fácil e resolver é difícil. Não sei se as minhas questões são viáveis ou não. Apenas acho que o caminho traçado não é o mais correcto.
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Pedro Aragão Freitas
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Artur Hermenegildo



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MensagemEnviada: Qua Jul 20, 2011 12:34 pm    Assunto: Responder com Citação

Caro Pedro,

Tens obviamente toda a razão naquilo que dizes. Então o exemplo das compras do Min. Educação é na mouche (eu que trabalho nessa área sei bem do que falo).

Só que os teus argumentos aplicam-se a qualquer sector de actividade. Ou seja, para manter o IVA mais baixo na restauração, porque não baixá-lo noutros sectores, com o mesmo argumento? É só aí que eu quero chegar.

Na minha opinião, o aumento do IVA, aliado aos cortes no rendimento, vai necessariamente causar uma retracção no consumo e no limite até poderá baixar a receita total do IVA. Estou totalmente de acordo contigo mas, repito, isso aplica-se a toda a economia, e não só à restauração.

Já agora: Um aumento de 10% no IVA representa no limite um aumento de 8,84% no preço final, e não de 10% (é o rácio 1,23/1,13). Talvez com uma pequena redução no lucro (2 a 3%) e uma pequena redução nos custos, incluindo salariais, (mias 2 ou 3%), se possa passar ao consumidor final apenas um aumento de 4 ou 5% no preço.
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Fugo



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MensagemEnviada: Qui Jul 21, 2011 7:44 pm    Assunto: Relativismos Responder com Citação

Em 2001 fui um dos bancários que carregou uma ATM com os últimos escudos e no dia seguinte com os primeiros euros.
No final dessa semana, entrei de férias e fui para Tavira. Estacionei o carro mesmo em frente ao rio Gilão e entrei num café que ali está para beber uma bica. No inicio da semana pagava por um café 45/50 escudos. Pois ali paguei 50 cêntimos (100 escudos). Os aumentos provocados pelo arredondamento foi colossal e pouca gente reparou/reclamou. Ainda hoje ouvi uma senhora a dizer que 20 euros eram 2000 escudos.
Muito da crise que hoje atravessamos vem do endividamento por causa do aumento instantâneo e brutal do custo de vida com a entrada do euro. E como somos maus a fazer contas, nem nos apercebemos.
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Pedro Aragão Freitas



Registrado: Sábado, 12 de Abril de 2008
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MensagemEnviada: Qui Jul 21, 2011 9:35 pm    Assunto: Responder com Citação

Artur Hermenegildo escreveu:
Caro Pedro,

Tens obviamente toda a razão naquilo que dizes. Então o exemplo das compras do Min. Educação é na mouche (eu que trabalho nessa área sei bem do que falo).

Só que os teus argumentos aplicam-se a qualquer sector de actividade. Ou seja, para manter o IVA mais baixo na restauração, porque não baixá-lo noutros sectores, com o mesmo argumento? É só aí que eu quero chegar.

Na minha opinião, o aumento do IVA, aliado aos cortes no rendimento, vai necessariamente causar uma retracção no consumo e no limite até poderá baixar a receita total do IVA. Estou totalmente de acordo contigo mas, repito, isso aplica-se a toda a economia, e não só à restauração.

Já agora: Um aumento de 10% no IVA representa no limite um aumento de 8,84% no preço final, e não de 10% (é o rácio 1,23/1,13). Talvez com uma pequena redução no lucro (2 a 3%) e uma pequena redução nos custos, incluindo salariais, (mias 2 ou 3%), se possa passar ao consumidor final apenas um aumento de 4 ou 5% no preço.


Caro Artur,

Grande parte dos países da UE não aplicam a taxa de IVA máxima na restauração. Outros, que ainda a aplicam pretendem baixá-la, como o caso da Inglaterra e da Irlanda. A restauração vende alimentação, que é um bem essencial, julgo ser essa a razão da não aplicação da taxa máxima. A Espanha, França e a Grécia aplicam a taxa reduzida uma vez que consideram a gastronomia um sector estratégico de promoção turística.

Uma abraço,
Pedro
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Pedro Aragão Freitas
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CP



Registrado: Terça-Feira, 25 de Agosto de 2009
Mensagens: 264
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MensagemEnviada: Sex Jul 22, 2011 8:37 am    Assunto: Responder com Citação

Pedro Aragão Freitas escreveu:

A Espanha, França e a Grécia aplicam a taxa reduzida uma vez que consideram a gastronomia um sector estratégico de promoção turística.

Uma abraço,
Pedro


A França aplica a taxa máxima sobre os vinhos à refeição.

Isso também seria um meio-termo interessante a aplicar em Portugal.
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Pedro Sommer Ribeiro



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MensagemEnviada: Sex Jul 22, 2011 5:43 pm    Assunto: Responder com Citação

Pedro,

Bom tópico, este do IVA!

Não creio que se possa falar muito de restaurantes de gama alta ou baixa, pois do ponto de vista de empresário, ter mais 10% da facturação para dar ao estado, poderá complicar e de que maneira a situação, seja em que tipo de restaurante, pois quem tem de baixa gama terá de dar o proporcional ao de gama alta!

Vejo que as margens têm vindo a reduzir em todo este sector, seja com ofertas ou na redução do preço e que os custos fixos são praticamente os mesmos, seja na renda, nos salários, nos impostos, etc.

Sinto que não há margem para poder aumentar em 10% os preços, pois se os clientes estão contidos (e de que maneira), com este aumento as coisas não serão melhor e a solução não poderá passar por aumentar os tais 10% à factura...

Não será, como se tem dito, que o estimulo de baixar o IVA, poderá aumentar o consumo, como fizeram no Brasil?

O exemplo que deixo é o já falado do subsidio de natal:
Será que a retirada deste valor ao contribuinte não poderia ser colmatado com o IVA das compras da época?

Seja como for, estou consciente que teremos de pagar a factura de tudo o que fomos consumindo nos últimos 15 anos e como tal temos de estar preparados para tudo...

Para terminar, estou de acordo com o forista Fugo, o € desequilibrou bastante, pois se há dez anos um pacote de massa custava 40 a 45 escudos, hoje custa 0,55/0,60€ ou mesmo 1€.

Cumprimentos
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Pedro Sommer Ribeiro
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Artur Hermenegildo



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MensagemEnviada: Sex Jul 22, 2011 5:47 pm    Assunto: Responder com Citação

Desculpem, mas este tema leva-me a um pequeno desvio mas uqe está relacionado com o dito.

Na nossa actual situação, os Portugueses tinham um de dois caminhos.

Um, era sair da UE e do Euro, desvalorizar a moeda a um rácio de 1 para 6, e passarmos a ser um país economicamente bastante fechado, restringindo fortemente as importações nos próximos 10 anos. Eventualmente, iniciar um plano de intensificação de relações económicas preferenciais com o Brasil e os Palop.

O segundo caminho é o de nos mantermos nesta via europeia e pagarmos de dentes cerrados o preço exigido, que para já implica a necessidade de um aumento brutal da receita fiscal, que vai sair do bolso de todos (enfim, excepto os do costume).

Nenhum dos dois caminhos é lindo nem fácil, nenhum dos dois caminhos garante sucesso, e ambos acarretam custos altísssimos e uma quebra das nossas condições de vida.

A escolha é, foi, uma escolha política. Está feita, agora há que segui-la. Esta questão do IVA da restauração é apenas um dos passos possíveis do pagamento a fazer, e é nesse contexto que tem de ser visto, tal como o corte do 13º mês, o aumento dos transportes, etc.
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Pedro Sommer Ribeiro



Registrado: Segunda-Feira, 28 de Setembro de 2009
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MensagemEnviada: Sex Jul 22, 2011 8:46 pm    Assunto: Responder com Citação

Caro Artur,

Inteiramente de acordo, daí dizer que estou consciente da realidade e que temos de estar preparados para tudo!

Apenas comento, como empresário, que não sei até que ponto poderá ser benéfica para o meu País, esta medida, e que a mesma pode pôr o meu negócio em risco, pois se as coisas estão fracas, uma sobrecarga será pior.

Cumprimentos
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Pedro Sommer Ribeiro
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