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Spice Girl



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MensagemEnviada: Dom Set 19, 2010 2:52 pm    Assunto: Responder com Citação

Eslovénia


Uma imagem que me ficou na memória de quando estive na Eslovénia, foi a dos pães/bolos com padrões circulares de diversas cores e necessariamente sabores, doces ou salgados – chamados globalmente de potica.
De tal forma são representativos da cozinha eslovena que há inclusivamente um selo esloveno com uma potica


Que poderá ficar com este aspecto

ou mesmo outros.

Aqui fica uma receita para uma Potica de Nozes.


Potica de Nozes


Ingredientes para a massa levedada:
1 kg de farinha,
30 g de fermento de padeiro ,
3-4 gemas,
3 dl de leite morno,
120 g de manteiga,
1 colher de chá de sal,
2 colher de sopa de açúcar,
Manteiga para untar a forma.

Recheio:
600-700 g de nozes,
200 g de mel,
50 g de açúcar,
1-2 dl de leite,
1 ovo,
Canela em pó
Rum ou um licor caseiro de frutos.


Prepare a massa numa sala quente. Aqueça a farinha, peneire-a para uma tigela e junte, mexendo, com uma colher de chá de sal.
Dissolva o fermento, juntamente com uma colher de sopa de açúcar e 2 colheres de sopa de farinha, em ½ dl de água ou de leite morno. Deixe a mistura num local quente para levedar.

Faça um buraco no meio da farinha, junte os ovos batidos, o fermento, a manteiga derretida morna , o resto do açúcar e vá adicionando o leite morno, mexendo. Amasse cerca de 15 minutos ou até que apareçam bolhas e a massa se separe da tigela. Certos tipos de farinha de trigo pode precisar de mais leite do que outros. Polvilhe a massa com farinha, cubra com um pano de algodão e deixe-a num local quente para levedar.

Moa as nozes e despeje um pouco do leite quente misturado com o açúcar sobre elas. Aqueça o mel em lume brando até que ele se liquefaça e em seguida, adicione-o às nozes; adicionar também canela. Deixar arrefecer. Junte um ou dois ovos ao preparado quase frio e misture cuidadosamente.

Estenda a massa até que fique com cerca de ½ cm de espessura, espalhe sobre ela o recheio morno. Enrole firmemente e coloque numa forma bem untada . Deixe a potica levedar de novo, mas não muito, porque ele vai crescer ais no forno. Pincele-a com ovo batido. Leve ao forno cerca de uma hora. Quando cozido deixe-a na forma a arrefecer pelo menos 15 minutos e depois desenforme. Polvilhe-o com um açúcar em pó, se desejar.

Adaptada de:
http://www.slovenia.info/?recepti=9777&lng=2

Aqui outra receita com fotografias do processo
http://www.snpj.org/Cultural%20Pages/potica_recipe.html
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"Inquisitiveness was a key feature." Heston Blumenthal


Editado pela última vez por Spice Girl em Sex Set 24, 2010 10:16 am, num total de 2 vezes
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Spice Girl



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MensagemEnviada: Dom Set 19, 2010 10:25 pm    Assunto: Responder com Citação


Etiópia


Há coisas que sem razão aparente nos ficam na memória, que passam a ter um significado que nada justifica. Há muitos anos, não sei quantos, ouvi falar de Injera, um pão da Etiópia. Nunca o comi, é feito com um cereal que não conheço, mas nunca mais me esqueci do nome e sempre tive curiosidade em experimentar e por saber mais coisas relacionadas com ele. Porquê? Não faço a menor ideia.
Não sei nada da cozinha da Etiópia, mas obviamente tinha que escolher para esta volta ao mundo a única coisa que conheço, embora nunca tenha comido - Injera .

O injera é um pão da Etiópia e está sempre presente na alimentação quotidiana. É como que uma panqueca fina e desempenha muitas funções: é usado como prato, talher e alimento. É sobre o injera que são servidos pratos como os Wots (pratos com molho, guisados ou caris de carne ou vegetais), Tibs (pratos salteados) e Fitfit (prato de pequeno almoço feito de injera em pedacinhos frita em manteiga e que leva cebola e especiarias) . Para comer usam-se pedaços de injera para agarrar a comida e ensopar o molho.


Injera serve de base a um wot e é usada para o comer.

O injera tem um sabor único e usa um cereal pouco comum como ingrediente principal – o teff e é exclusivo para a Etiópia. O teff é o cereal com o grão mais pequeno e só na Etiópia é usado como alimento básico. Pensa-se que a origem do teff foi na Etiópia, entre 4000 e 1000 aC. Foram descobertas sementes de teff sementes numa pirâmide que se pensa ser de 3359 aC.

A preparação do injera geralmente leva de dois a três dias, o teff é moído até ficar uma farinha, em seguida é misturado com água, fermento e uma pequena quantidade de flores. Essa mistura é colocada à temperatura ambiente por 2 dias, para fermentar. Durante o segundo dia começa a dar os aromas característicos que dão o sabor próprio do injera.

Após o processo de fermentação concluído a mistura é cozida em frigideira de ferro quente plana chamada Mitad. Usa-se um movimento circular para espalhar a massa e obter a um pão fino. Quando a panela quente e a mistura fermentada entram em contacto, formam-se milhares de bolhas que criam milhares de crateras pequenas / os olhos – que dão o aspecto característico do injera.


O lado que fica em contacto com o mitad é liso, enquanto o que fica para cima tem uma estrutura porosa com milhares de mini-crateras. Esta estrutura faz com que o injera seja um bom pão para ensopar os molhos.

Os pratos são servidos sobre injera e, nos restaurantes, trazem um prato com injera enrolado ou dobrado para usar para agarrar a comida (quem não sabe, por vezes pensa que é um guardanapo).

Teff

O teff é um dos menores grãos no mundo, são necessários cerca de 150 grãos para igualar o peso de um grão de trigo. O teff tem uma excelente composição de amino-ácidos . Uma chávena de teff cozido contém 387 miligramas de cálcio (que é mais do que o leite), 15 miligramas de ferro (duas vezes mais ferro do que como trigo e cevada). O teff é rico em proteínas e fibras e um boa fonte de boro, cobre, fósforo, e zinco.

Instuções para comer com injera

Nota:
- Lado A = Com crateras
- Lado B = Liso e sem crateras
- Use uma das mãos (esquerda / direita - ok)

1. Rasgue um pedaço (do tamanho da palma da mão)
2. Lado A - Lado com buracos é o que entra em contacto com o molho e a carne
3. Recolha o molho ou carne com o injera
4. Use seus dedos para controlar, de forma a não deixar cair a comida quando a colocar na boca.
5. É correcto agarrar mais de um molho ou prato de cada vez
6. No final, pode comer o injera sobre a qual o prato foi servido, que está impregnado com o molho e é muito saboroso.

Injera

Porção para 2 pessoas, dá 5-6 injera .

450 g de farinha de teff
3 chávenas de água morna
1 colher de chá de levedura seca

1. Misture com a mão, o teff com a água e o fermento (a massa deve ficar homogénea e bastante fluída).
2. Cubra e deixe fermentar pelo menos 1 dias, mas podem ser 2 ou 3.
3. Pré-aqueça a frigideira e deixe com um lume baixo durante a cozedura.
4. Deite a massa num movimento circular, como para os crepes. Coza só de um lado, leva cerca de 2 minutos.
5. Retira o injera cuidadosamente e deixe arrefecer antes de comer.

Adaptado de:
http://www.ethiopianrestaurant.com/injera.html


O livro Flatbreads & Flavors de Jeffrey Alford e Naomi Duguid tem uma receita, mais detalhada e um pouco mais complicada. No entanto sugerem também uma receita de um injera rápido e mais acessível para quem não tem acesso a teff.

Injera Rápido


2 colheres de chá de levedura desidratada (tipo fermipan)
4 chávenas de água morna
2 chávenas de farinha

Dissolva a levedura em meia chávena de água numa tigela pequena.
Peneire a farinha para uma tigela maior. Junte o resto da água e misture bem. Junte a mistura de levedura e água. Mexa bem, fica muito líquido.
Ponha um passador sobre uma tigela grande e passe a mistura. Use uma espátula para esmagar possíveis grumos. Cubra e deixe levedar por 2 ou 3 horas.
Ponha uma frigideira não aderente ao lume médio. Mexa a massa, e se não estiver suficientemente líquida, deite um pouco de água morna. Deite ½ chávena de massa na frigideira (para uma frigideira com 30 cm de diâmetro, se for mais pequena, menos), despejando lentamente em círculo, a começar do lado de fora e num movimento em espiral para o centro. Mova a frigideira em círculo para distribuir a massa homogeneamente. Tape e deixe cozer 1,5 minutos. Retire a tampa, limpe a água da condensação, cubra e cozinhe mais 1,5 minutos, ou até os bordos começarem a despegar-se da frigideira que a superfície esteja levemente brilhante e com bolhas. Com uma espátula retire o injera , ponha sobre uma pano. Não ponha os injeras uns sobre os outros, a não ser depois de arrefecerem. Embrulhe depois os injeras num pano, para ficarem flexíveis até serem necessários.

Dá 8 injeras com 30 cm de diâmetro e menos de 3 mm de espessura.
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hm



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MensagemEnviada: Dom Set 19, 2010 10:30 pm    Assunto: Responder com Citação

Spice Girl escreveu:
[A receita não é minha, foi dada por uma senhora peruana (Maria da Luz) numa aula na Cozinhomania. Penso que não foi referido nada relativamente à cebola, ou se foi não está escrito.
Do que li penso que o seu amigo tem razão, o mais apropriado é a cebola roxa.


Há dias fizemos ceviche com cebola "normal", ficou bastante saboroso, apenas um "bocadinho" picante... (a maior parte das pessoas achou). Mas faltou-lhe o acompanhamento, não arranjámos batata doce de jeito, fez-lhe falta.

A propósito, costumam arranjar batata doce boa aqui por Lisboa? Eu gosto muito daquela que é laranja por dentro, mas é raro encontrar.
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Helena Muelle
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Abílio Neto



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Mensagens: 3677

MensagemEnviada: Seg Set 20, 2010 1:18 pm    Assunto: Responder com Citação

hm escreveu:
Spice Girl escreveu:
[A receita não é minha, foi dada por uma senhora peruana (Maria da Luz) numa aula na Cozinhomania. Penso que não foi referido nada relativamente à cebola, ou se foi não está escrito.
Do que li penso que o seu amigo tem razão, o mais apropriado é a cebola roxa.


Há dias fizemos ceviche com cebola "normal", ficou bastante saboroso, apenas um "bocadinho" picante... (a maior parte das pessoas achou). Mas faltou-lhe o acompanhamento, não arranjámos batata doce de jeito, fez-lhe falta.

A propósito, costumam arranjar batata doce boa aqui por Lisboa? Eu gosto muito daquela que é laranja por dentro, mas é raro encontrar.


Helena,

Confirmo, ficou muito bom mesmo e confirmo também a parte do picante... mas bom! Cool
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Abraços,

Abílio Neto
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Spice Girl



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MensagemEnviada: Seg Set 20, 2010 6:35 pm    Assunto: Responder com Citação


Djibuti


A cozinha de Djibuti é extremamente rica e variada, sendo fortemente influenciada pela cozinha francesa e árabe.

Fah – Fah
(Sopa)

1 kg de carne de cabra, em cubos
500g de batatas, descascadas e em cubos
1 / 2 repolho em fatias finas
2 alhos franceses, em rodelas finas
2 tomates picados
2 dentes de alho, em rodelas finas
1 malagueta verde, picada fina
2 cebolas em rodelas finas
sal e pimenta a gosto
1 molho de coentros picados

Ponha a carne e os legumes numa panela. Cubra com água e deixe ferver suavemente durante 20 minutos.
Adicione o alho e o coentro e cubra com 500ml de água. Deixe cozinhar por 40 minutos, até que a carne é bem cozida. Sirva numa tigela de sopa.

Adaptado de: http://www.celtnet.org.uk/recipes/miscellaneous/fetch-recipe.php?rid=misc-fah-fah


Fritos de Banana

6 bananas maduras
100 g farinha de arroz ou trigo
50 g açúcar dissolvido em 4 colheres de sopa de água
1/2 colher de chá rasa de noz-moscada
Gordura para fritar

Moe as bananas com um garfo ou num liquidificador, adicione a farinha, o açúcar dissolvido em água e a noz-moscada. Adicione mais água, se necessário, para que a massa fique com a consistência de uma massa de panqueca. Misture bem e frite até dourar, como panquecas, numa frigideira untada.

Dá 24 fritos pequenos.

Adaptado de: http://www.africanafood.com/recipesdjiboutibananafritters.htm
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MensagemEnviada: Ter Set 21, 2010 10:20 pm    Assunto: Responder com Citação


Rússia


Shchi (russ.: щи) é um dos pratos mais típicos da culinária russa. Diz-se que é uma receita com mais de 1000 anos. Apesar dos gostos mudarem, este prato manteve-se em todas as épocas e é comido por todas as classes sociais. É mesmo considerado um dos pratos básicos da cozinha russa. A shchi pode ser cozinhada de diferentes maneiras consoante a região e quem a cozinha - "shchi verde" com couve fresca (: щи russ. свежие), "shchi azedo" com chucrute (russ.: щи кислые) e shchi vegetariano (russ.: щи постные). Não é também igual para toda a gente. A shchi “rica” tinha mais ingredientes; a shchi “vazia” apenas repolho e cebola. A shchi é sempre melhor servida um ou dois dias depois de feita.


Esta é uma receita para shchi com couve fresca. Os vegetarianos podem usar a água em vez de caldo de carne.


Shchi

2 litros de água
200 g de carne para cozer (de vaca, borrego ou de porco)
750 g de repolho (1 pequeno)
3 cebolas
1 cenoura grande
1 tomate (ou 2 colheres de sopa de concentrado de tomate)
2 batatas
1 colher de chá de alcaravia
2 folhas de louro
10 grãos de pimenta preta
4 dentes de alho
2 colheres de sopa de salsa fresca e / ou aneto
200 g natas ácidas
sal, pimenta

Caldo de carne

Coloque a carne numa panela e cubra com água fria. Leve a ferver, retirando espuma que se forma com uma escumadeira. Despeje toda a água e limpe a espuma que ainda possa ter ficado na panela. Junte à carne na panela a água a ferver e, lentamente deixe retomar a fervura, e trazer tudo para retardar ferver. Adicione uma cebola inteira e as folhas de louro e deixe ferver na panela tapada em lume baixo por aproximadamente 2 horas.

Remover a carne, a cebola e o louro. Retire os ossos da carne e corte-a em pedacinhos pequenos.

Preparação da shchi

Remova as folhas exteriores e o talo do repolho e corte-o em pedaços.
Pique as cebolas e 2 dentes de alho. Corte a batatas em palitos grossos. Rale a cenoura.
Coloque tudo na panela com o caldo de carne a ferver e deixe cozinhar em lume brando por aproximadamente 15 minutos.
Lave e pique o tomate (ou use concentrado de tomate). Junte ao caldo o tomate, os grãos de pimenta e os de alcaravia e cozinhe por mais 10 minutos.
Adicione a carne cozida e cozinhe por aproximadamente 5 minutos.
Tempere a gosto com sal e pimenta.
Sirva com muita salsa picada, endro e a nata ácida (2 colheres de sopa por porção).

http://www.russlandjournal.de/en/recipes/soups-and-stews/shchi/

(Se não encontrar nata ácida , use natas normais a que junta 1 colher de sopa mal cheia de vinagre ou sumo de limão por cada pacote, ou então natas normais).


Frango Kiev

Escolhi este prato porque surge em quase todos os restaurantes russos . O nome pôs-me dúvidas sobre a sua origem e fui confirmar. Fiquei a saber que este famoso método de preparação de galinha não é, provavelmente, de origem ucraniana como o nome de Kiev, a capital do país, implicaria. O historiador russo William Pokhlebkin diz que o Frango Kiev foi inventado no Clube dos Comerciantes de Moscovo no início do século 20 e o nome foi mudado para Chicken Kiev (kotleta po-kievski) posteriormente. http://en.wikipedia.org/wiki/Chicken_Kiev

2 dentes de alho
raspa da casca de ½ limão
2 peitos de frango
½ chávena de manteiga sem sal
2 ovos
Óleo q.b.
Pão ralado q.b.
1 colher de sopa de salsa
2 colheres de sopa de vodca
Sal e pimenta q.b.

- Bata a manteiga juntamente com o alho picado, raspa de limão, a salsa picada, sal e pimenta a gosto.
Leve ao frigorífico e deixe repousar por vinte minutos, ou até que a mistura fique sólida.
Corte os peitos de frango ao meio.
Molde croquetes de manteiga temperada com a palma das mãos.
Recheie os pedaços de peito com esses croquetes e enrole-os, prendendo com palitos. (a manteiga deve ficar completamente envolvida pelo frango)
Acrescente o vodca aos ovos batidos.
Passe os rolos de frango por essa mistura e em seguida passe por pão ralado.
Leve uma panela ao fogo com bastante óleo e deixe aquecer bem.
Frite os rolos, dois de cada vez, até que dourem por igual.
Escorra sobre papel absorvente e passe-os para um prato aquecido, enquanto frita os restantes.
Sirva em seguida.

Receita do livro "Receitas do Mundo" de Luísa Godinho.
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MensagemEnviada: Qui Set 23, 2010 3:16 am    Assunto: Responder com Citação


Portugal


Hoje estou cansada para viajar, resolvi ficar por Portugal e mesmo por casa, pelas memórias de infância.


Um dia pedi ao meu Pai que escrevesse o que se fosse lembrando da forma como tinha começado a fabrica que tivemos, como funcionava, a evolução... ele escreveu.

Deixem que copie um pequeno excerto e vos explique o contexto.

Durante mais de meio século para obter pernas para os presuntos matavam-e no Inverno na fábrica cerca de 60 porcos por semana ( muitas das pernas usadas provinham ainda de porcos de matanças de famílias que iam a Envendos para trocar as pernas por outras partes do porco e particularmente por toucinho. Numa busca que fiz para escrever este post, encontrei este relato que o refere. Não havia luz eléctrica (até 1958) e tinha que se aproveitar o dia e o tempo frio. As pessoas que trabalhavam na fábrica na época não eram todas de Envendos, vinham só fazer o Inverno. Além do salário estabelecido, tinham direito à alimentação e dormida (ainda me lembro).

Diz o meu Pai relativamente à alimentação:

Citação:
A "miolada" era um prato regional, muito apreciado pelos trabalhadores, e servido no jantar do dia da desmancha. Mas a semineta, feita com fígado fresco e cebola, servida ao jantar do dia da matança, era um excelente pitéu.
Havia ainda uma refeição (a primeira do dia) antes de iniciar o trabalho, que normalmente eram migas ou feijão preto, que era complementada com morcela assada ou sardinhas assadas e vinho.
Também no dia da matança, e depois de todos os porcos estarem abertos e dependurados, era oferecido ao pessoal beiços assados e um copo de vinho.
Outra regra que não podia faltar era na madrugada da matança, antes de iniciarem o trabalho, um cálice de aguardente com uma passa de figo.

As matanças tornavam-se assim num dia de convívio e boa disposição.


Eu não participei nas matanças, nesta época, mas em anos a seguir comi semineta e miolos (que adorava).


Semineta


Leva-se ao lume um tacho de barro e põe-se a gordura do porco a derreter. Depois junta-se o fígado cortado aos bocados e deixa-se alourar (mas que não fique duro). Junta-se bastante cebola cortada às rodelas e deixa-se passar bem, mas sem derreter.
Depois juntam-se cominhos, pimenta, uma chávena de sangue de porco que já está misturado com vinagre, leva-se tudo ao lume e deixa-se levantar fervura. Se necessário juntar mais um pouco de vinagre.

Miolos

Corta-se a carne (lombetes e rins) aos bocadinhos, vai ao lume a alourar na banha de porco, mistura-se à carne pimenta e um pouco de vinho (1 colher); depois de estar tudo bem misturado põe-se um pouco de água ou, de preferência, caldo de carne.
Tira-se o tacho do lume e batem-se alguns ovos com os miolos (conforme a porção), em seguida misturam-se no preparado e vai ao lume a ferver; desfaz-se miolo de pão de trigo e um bocadinho de pão de milho, evolve-se bem, torna a ferver e faz-se uma merenda (numa caçarola de barro) e mistura-se por fim um pouco de limão.

Penso que as receitas deveriam ser mais ou menos estas que retirei do livro "Roteiro Gastronómico da Região dos Templários".


Também desse livro (em que reproduzem uma receita da Cozinha Tradicional Portuguesa de Maria de Lourdes Mosdesto) retirei a receita das Cavacas de Envendos. Claro que escolhi esta receita porque eu sou de Envendos, tinha que escolher um doce da minha terra. Mas sobretudo porque tenho excelentes memórias das deliciosas cavacas (que há muitos anos que não como).

Cavacas de Envendos

500 grs de farinha de trigo
2 dl de azeite muito bom
1 cálice de aguardente
1/2 colher (sopa) de bicarbonato de sódio
18 ovos
500 grs de açúcar
azeite para untar

Batem-se muito bem 11 gemas com 2 ovos inteiros. Junta-se depois em fio, e batendo sempre, o azeite, até se obter uma massa espessa e esbranquiçada. Adiciona-se em seguida a aguardente e a farinha peneirada com o bicarbonato. Amassa-se tudo muito bem.
Em seguida, começam a juntar-se os restantes ovos, uma um, trabalhando a massa. Se esta não estiver bem branda, junta-se mais um ovo.
Unta-se um tabuleiro com azeite onde se deita a massa com uma colher de sopa, devendo as colheradas ficar espaçadas umas das outras. Querendo, coze-se a massa em formas de queques untadas com azeite. Levam-se a cozer em forno brando, sendo a cozedura bastante demorada.
Batem-se as restantes claras com o açúcar até se obter uma mistura bem espessa. Se as claras forem muito grandes, junta-se um pouco mais de açúcar.
Depois de frias, cobrem-se integralmente as cavacas com a cobertura de claras e açúcar. pôem-se a secar sobre uma caruma de pinheiro.


Como já contei aqui uma vez. As cavacas, havia-as todo o ano em casa da minha avó, grandes cobertas de branco. Havia uns dias durante o ano em que se faziam as ditas cavacas, centenas, cozidas no forno de pão. Depois fazia-se um alguidar de barro enorme da cobertura branca, tirava-se tudo de um quarto lá de casa, punham-se uns tabuleiros de madeira grandes (que se usavam também para o pão), e as mulheres da casa, as empregadas e as crianças sentavam-se todas em volta do alguidar, metiam as mão no alguidar e cobriam as cavacas que iam sendo arrumadas nos tabuleiros em cima de caruma de pinheiro e depois postas ao sol a secar. Já tentei fazer, mas nunca consegui... Depois o importante e o que lhes dava o gosto que tinham eram também a memória daquele dia, as conversas, o lamber dos dedos, a cumplicidade...

Era mais ou menos assim:

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MensagemEnviada: Sex Set 24, 2010 1:21 am    Assunto: Responder com Citação

Comores

Uma das vantagens desta viagem é descobrir países que mal sabia que existiam...

Mas confirmei que por mais remoto que seja o local, andou por lá um português...

As ilhas Comores foram conquistadas muitas vezes ao longo dos séculos. Têm assim influências culturais dos diversos povos que por lá passaram, Indonésios, Madagascar, Árabes e Portugueses. Todas essas culturas deixaram sua marca na culinária das Comores. Assim, a cozinha das Comores utiliza diversos tipos de temperos e ingredientes exóticos. Uma refeição típica das Comores deve conter sempre o arroz e a carne, temperada com os ingredientes produzidos localmente, como a baunilha, o cardamomo, o coentro, o cravo, a canela e a noz-moscada. Sendo ilhas, as Comores, também são muito famosos por seus pratos de peixe e guisados feitos com lentilhas. Os Portugueses introduziram produtos do Novo Mundo e muitos pratos incluem ingredientes como pimentos, milho, malaguetas, tomates, bananas, ananás, limões e laranjas.


Frango em Leite de Coco


Este é essencialmente um caril de frango de caril muito simples. Este é um prato das prato das Comores de que é possível encontrar uma receita completa, sendo considerado por muitos como o prato nacional.

1 frango cortado em pedaços
50 g de manteiga
2 cebolas médias em rodelas finas
4 dentes de alho picados
1,5 colheres de sopa de caril em pó
1 lata de leite de coco
5 pézinhos de tomilho fresco
1/2 colher de chá de pimenta
1 raminho de salsa picada

1. Numa panela, core bem o frango na manteiga em lume médio. Isto deve levar cerca de dez minutos e pode ter que se fazer em várias vezes, dependendo do tamanho da panela.
2. Adicione a cebola, o alho e o caril em pó. Deixe cozinhar por mais cinco minutose mexa para espalhar uniformemente o tempero.
3. Adicione os ingredientes restantes, deixe levantar fervura e cozinhe tapado por vinte minutos.
4. Ponha o lume alto e reduza o molho para que fique espesso. Rectifique os temperos e sirva com arroz.

Receita adaptada daqui: http://hoosierfoodie.blogspot.com/2010/04/comoros.html
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MensagemEnviada: Sáb Set 25, 2010 10:35 am    Assunto: Responder com Citação


Ucrânia


O borscht não é apenas uma refeição, é um dos símbolos nacionais da Ucrânia. Deve o seu nome à palavra "br'sch", que significa beterraba em língua eslava antiga. Não há nada melhor do que comer uma grande taça de borscht quente quando se chega da rua num dia frio de Inverno. Ele aquece o corpo e a alma, despoletando uma atitude de optimismo perante a vida.
Não há uma "fórmula única" para cozinhar borscht. Cada região, e mesmo cada pessoa, usa diferentes ingredientes e formas de cozinhar o borscht.




Borscht


750g a 1 kg de carne com osso
0,5 chávena de feijão (branco) seco
1 beterraba média
½ repolho médio
5 batatas médias
3 cenouras médias
2 cebolas médias
2 raízes de salsa médias
2-3 colheres de concentrado de tomate
2 colheres de sopa óleo vegetal ou manteiga
2-3 folhas de louro
5 ou 6 grãos pimenta preta
4 a 5 dentes de alho
100g de toucinho salgado
aneto e salsa picados
sal

Para servir:
nata azeda
2 malaguetas (facultativo)


1. Demolhe o feijão 2-3 horas.

2. Corte a carne pedaços e ponha-os numa panela com água. Leve a ferver, retire a espuma que se forma à superfície. Meia hora depois junte o feijão demolhado, tape e continue a cozinhar cerca de uma hora.

3. Quando a carne estiver a cozer, descasque a beterraba e corte-a em palitos muito finos (ou rale-a ). Ponha numa frigideira com óleo vegetal, e frite até ficar macia (mas não muito mole). Pode adicionar uma colher de chá de vinagre para conservar a cor da beterraba.

4. Corte o repolho (em tiras finas). Descasque e corte as batatas em cubos.

5. Pique as cebolas e corte em cubinhos as cenouras e as raízes de salsa, frite tudo em óleo ou manteiga até a cebola ficar dourada.

6. Quando a carne estiver pronta, acrescente um pouco de sal, 2-3 folhas de louro, pimenta e as batatas. Deixe cozer 5 a 10 minutos.

7. Adicione as cenouras, cebola, raízes de salsa e beterraba. Deite também o repolho. E deixe cozinhar em lume brando cerca de 10 minutos.

8. Adicione o concentrado de tomate, espere até que ferva. Se estiver muito ácido deite um pouco de açúcar. Desligue o lume.

9. Entretanto corte o toucinho em cubos muito, muito pequenos. Pique o alho. Moa o toucinho, o alho e um pouco de salsa e aneto, numa tigela funda, usando uma colher de pau. Deite a mistura no borscht cozido e bem quente.

10 - Espere 10-15 minutos e sirva. Adicione em cada tigela uma colherada de nata azeda e polvilhe com um pouco de salsa e aneto picados.
Se quiser o borscht picante mergulhe na tigela, por uns segundos uma malagueta aberta.

Adaptado de http://www.ukraine-travel-advisor.com/borscht-recipe.html

Nota
A raiz de salsa é de uma variedade de salsa que é cultivada pela raiz e não pelas folhas. Não se encontra cá, por isso não ponha ou substitua por um pouco de nabo por exemplo (embora o sabor seja diferente).
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MensagemEnviada: Sáb Set 25, 2010 5:09 pm    Assunto: Responder com Citação

Geórgia

Guruli

1 galinha
2 ou 3 cebolas
2 colheres de nozes moídas
1/2 copo com vinagre que teve em infusão segurelha
25 g de manteiga
1 colher de chá de gengibre
1 colher de chá de páprica em pó
2 colheres de sopa de salsa
2 colheres de sopa de coentros
1colher de chá de sal
1 colher de chá de canela
6 cravinhos

Lava-se a galinha e corta-se em pedaços médios. Frita-se durante 10 a 15 minutos numa mistura de manteiga e gordura tirada da galinha.
Trituram-se todos os condimentos. As nozes misturam-se com os condimentos verdes picados e o vinagre. Mistura-se tudo com a galina e vai a gisar em lume baixo numa panela tapada durante meia hora.

De: Cozinha Tradicional dos Povos da URSS – V.V. Pokhliobkin
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MensagemEnviada: Dom Set 26, 2010 4:06 pm    Assunto: Responder com Citação


Burundi


O feijão, especialmente o encarnado, é um elemento básico da culinária do Burundi. A maioria das pessoas come feijão pelo menos uma vez por dia. Outros alimentos comuns são a banana, a batata doce, a mandioca, a ervilha e o milho. Muitas famílias podem dar ao luxo de comer carne apenas algumas vezes por mês. Um pequeno número de famílias cria gado, ovinos e caprinos. Aqueles que possuem gado consideram-no um símbolo de status e têm relutância em matá-los para carne. Os petiscos incluem amendoim, cana-de-açúcar e frutas. Tradicionalmente, no Burundi não se cozinham muitos alimentos doces e não se serve sobremesas com as refeições.

Aqui fica um prato que usa dois elementos base da dieta do Burundi – o feijão e a banana

Bananas com Feijão

500 ml feijão vermelho
4 bananas verdes ou banana-pão (acho que é… em inglês plantain)
2 colheres de sopa de óleo de palma
1 cebola pequena cortada em fatias finas
1 / 4 colher de chá de sal
malaguetas a gosto

Demolhe o feijão aproximadamente 3 horas, em seguida, leve-o a cozer em água cerca de 30 minutos, ou até ficar macio. Escorra. Descasque e corte as bananas em pedaços. Aqueça o óleo e doure a cebola. Adicione o feijão, a banana, o sal e as malaguetas e refogue por 2 minutos. Adicione 4 chávenas de água. Cozinhe até que as bananas estejam cozidos e o molho ter reduzido a cerca de 250 ml. Sirva quente.

Adaptado de:
http://www.hungrybrowser.com/phaedrus/m0605M06.htm#5
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MensagemEnviada: Dom Set 26, 2010 10:04 pm    Assunto: Responder com Citação


Vietname


A primeira vez que comi comida vietnamita foi há algumas décadas em Paris. Não me lembro do que comi, mas nunca mais esqueci uns crepes frios, cheios de vegetais, muito aromáticos que nunca tinha comido.

Apesar de ter comido poucas vezes cozinha vietnamita, das vezes em que tive oportunidade comi sempre esses crepes.

O mês passado em Londres fiz uma coisa que há muito andava para fazer, ir a Kingsland Road, onde há grande concentração de restaurantes vietnamitas, jantar. É uma cozinha muito boa, mas diferente da maior parte das outras cozinhas asiáticas, com características muito próprias. Comi os ditos crepes, mas também um prato muito tradicional - o Phở - uma sopa de noodles, ou melhor muitas sopas de noodles, no restaurante a que fui a lista tinha mais de uma dezena. Vêm uma enorme tigela de sopa com noodles e carne e uma variedade de ervas e condimentos para se juntar a gosto.





(imagens de Wikipedia)

Pus a hipótese de escolher uma receita de Phở para aqui pôr. Mas decidi-me pelos crepes frios que são mais fáceis de fazer e igualmente interessantes.




Goi Cuon
(Rolos de Verão)

125 g de vermicelli do arroz
125 g de lombinho de porco
18 camarões médios descascados
12 folhas redondas de papel de arroz ( com cerca de 20 cm de diâmetro)
1 alface, com as folhas separadas e sem talo
24 folhas grandes de hortelã
1 chávena de cenoura descascada e em [ur=http://www.parole-de-chef.com/wp-content/uploads/2007/12/7-tailler-la-julienne.jpg l]juliana[/url]

1 –Demolhe os vermicelli de arroz. Para isso ponha-os numa tigela e cubra com água morna, até re-hidratarem e ficarem macios, cerca de 15 minutos. Escorra e esprema para remover o excesso de água.
2 - Leve uma panela de água a ferver. Coloque os vermicelli num passador e mergulhe na água a ferver 5 segundos. Retire e ponha os vermicelli uma tigela. Quando arrefecerem, divida-os em 12 porções iguais.
3 – Na mesma água, cozinhe o lombinho de porco até estar cozido, cerca de 10 minutos. Quando estiver frio, corte em fatias muito, muito finas.
4 – Na mesma água, coza os camarões até ficarem opacos, cerca de 1 minuto. Quando arrefecerem, corte-os ao meio longitudinalmente e retire a tripa.
5 – Ponha água morna (cerca de 2 dedos de altura) num tabuleiro rectangular. Separe e demolhe 4 folhas de papel de arroz de cada vez, até ficarem macias e maleáveis.
Ponha um pano de cozinha lavado sobre a bancada, coloque os papéis de arroz lado a lado sobre o pano, sem se tocarem. Com outro pano, absorva a água dos papéis de arroz, que devem ficar secos mas maleáveis e a “pegar” levemente.
6 - Coloque uma folha de alface do lado de uma das folhas, deixando cerca de 2 dedos sem nada no lado voltado para si e nos lados adjacentes. Sobre a alface ponha 1 porção de vermicelli, 3 metades de camarão, sobrepondo-as um pouco, 2 fatias de lombinho de porco, sobrepondo-as um pouco, 2 folhas de hortelã, um pouco de cenoura.
Dobre a parte sem nada virada para si sobre o recheio, dobre as dos lados, e depois enrole, apertando bem (fica com o formato de um crepe chinês).
Repita o processo até fazer todos os Goi Cuon.
7- Conserve tapados com uma toalha húmida ou filme para alimentos até servir, para não secarem. Sirva com nuoc leo (molho de amendoim).


Nuoc Leo
(molho de amendoim)

1 colher de sopa de óleo vegetal
1 dente de alho grande, descascado e picado, muito, muito fino (melhor com o espremedor de alhos)
1 ou mais malaguetas tailandesas (as grandes vermelhas), sem sementes e muito finamente picadas
100 g de amendoins torrados, mas sem sal, 1 colher grosseiramente picados, o resto moído
1 chávena de caldo de galinha
1/3 de chávena de leite de coco
1 colher de sopa de molho hoisin
1 colher de sopa de molho de peixe
1 colher de sopa de açúcar

1 – Aqueça o óleo num tacho pequeno em lume médio. Frite o alho e a malagueta até o cheiro se libertar, cerca de 5 minutos. Junte os amendoins moídos e mexa até o óleo se começar a libertar, cerca de 5 minutos mais.
2 – Junte o caldo de galinha, leite de coco, molho hoisin, molho de peixe e açúcar, e leve a ferver em lume médio. Baixe o lume e cozinhe até o óleo dos amendoins começar a vir à superfície, cerca de 15 minutos.
Transfira o molho para uma tigela, guarneça com os amendoins picados e sirva.
(Para um caldo de galinha com um sabor mais vietnamita, além do frango – de preferência ossos com alguma carne agarrada - junte cebola, cebolo, gengibre e um pouquinho de molho de peixe.)

Adaptado do livro “Authentic Vietnamese Cooking – Food from a Family Table” de Corinne Trang.

É possível arranjar todos os ingredientes em qualquer supermercado oriental.

Pode também usar-se pepino com a cenoura ou em vez dela.
O processo está ilustrado aqui (até de forma a obter uns rolos mais bonitos).
http://thegioisanhdieu.timnhanh.com/m/sanh_dieu/chi_tiet/55537
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MensagemEnviada: Seg Set 27, 2010 3:04 pm    Assunto: Responder com Citação


Angola



Muamba de Galinha


1 galinha
15 dendéns
400 g de abóbora
12 quiabos médios e tenros
1 dl de azeite
2 cebolas
2 dentes de alho
gindungo q.b.
sal

Corte a galinha depois de limpa e esfregue-a com osal, o alho e o gindungo pisados.
Ponha num tacho com a cebola picada e o azeite e deixe alourar.
Coze os dendéns à parte. Logo que estejam cozidos, escorra a água e esmague-os para separar os caroços. Deite cerca de 1 litro de água morna, aos poucos, espreme-se bem e coe. Depois desta operação fica com cerca de dois litros de água. Adicione esta à galinha e deixe cozinhar, misturando a abóbora e, por fim, os quiabos. Depois de cozido, sirva com funge.



Funge


250 gr. de farinha de mandioca (fuba)
3/4 litro de água
sal q.b.

Diluir a fuba em cerca de metade da água fria. Temperar a água restante com sal a gosto e pôr ao lume. Quando a água ferver, adiciona-se a fuba anteriormente diluída e mexe-se sempre para não encaroçar. Deixar cozer até engrossar, mexendo sempre. A fuba vai ficando com uma coloração mais escura.
A quantidade de água pode ser alterada, dependendo do gosto. O funge deve ficar consistente.
O funge é o acompanhamento ideal para vários pratos angolanos, principalmente aqueles que são confeccionados com óleo de palma.


Cocada

500 g de açúcar
260 g de coco ralado (fresco)
1 cravo da índia
8 gemas
Canela
Água q.b.

Leve ao lume o açúcar com a água a cobrir. Junte o cravo-da-índia e deixe cozer até obter ponto pérola. Junte o coco ralado e deixe ferver um bocado. Retire para arrefecer e, por fim, adicione as gemas batidas, que voltam ao lume para cozer. Sirva polvilhado com canela.

Receitas da Muamba e Cocada de “Receitas do Mundo” – Luísa Godinho
Receita do funge de http://www.maisreceitas.com/content/view/541/33/
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MensagemEnviada: Seg Set 27, 2010 10:40 pm    Assunto: Responder com Citação

Nepal

É muito interessante ver como as técnicas de cozinha variam, como a criatividade permitiu obtre coisas diferentes e interessantes com base no que há/havia disponível...

Gokul Ko Peda


1 chávena de natas
2,5 chávenas de leite em pó
¾ de chávena de açúcar
1 colher de chá de cardamomo
1 colher de chá de açafrão
1 colher de sopa de pistáchios, laminados

Ferva as natas num tacho de fundo espesso durante 1 minuto em lume médio. Baixe o lume e junte o leite em pó. Mexa até a mistura ficar espessa e se começar a separar das paredes do tacho. Misture o açúcar, o cardamomo e o açafrão. Depois de arrefecer, amasse a massa vigorosamente. Faça bolas e depois achate-as entre as palmas das mãos. Enfeite com algumas lâminas de pistáchio.


Sikarni


4 chávenas de iogurte natural
½ colher de chá de água de rosas
1 pitada de açafrão
2 chávenas de açúcar
½ colher de chá de canela
½ colher de chá de pimenta preta
½ colher de chá de cravinho moído

Coloque o iogurte num pano e deixe escorrer 6 a 8 horas, consoante a consistência desejada.
Ponha a água de rosas e o açafrão numa tigela pequena, e deixe ficar durante um bocado.
Misture bem para que o açafrão se dissolva na água de rosas. Junte o iogurte. Misture o açúcar com as especiarias, junte ao iogurte e mexa bem durante 5 minutos. Sirva em tacinhas pequenas.


Kadi Badi Ko Jhol


1 chávena de lentilhas pretas (urad dal)
sal a gosto
¾ de colher de chá de cominhos moídos
¼ de colher de chá de sementes de coentro moídas
piri-piri em pó (opcional)
óleo para fritar
2 chávenas de iogurte
4 chávenas de água
1 colher de chá de óleo
1 colher de chá de sementes de feno.grego
½ colher de chá de sementes de cominhos
3 priri-piris secos
¼ de colher de chá de açafrão das índias

Demolhe as lentilhas 5 horas ou mais. Escorra. No 1-2-3 transforme-as numa pasta, se necessário junte um pouco de água, mas pouca. Tempere com sal, cominhos, coentros e piri-piri em pó. Misture bem. Faça olas com cerca de 1 – 1,5 cm de diâmetro e frite-as mergulhando-as em óleo, em lume médio. Escorra-as.
Misture o iogurte com a água e bata bem a mistura com a varinha mágica para ficar homogéneo. Numa panela, aqueça uma colher de chá de óleo. Junte o feno-grego, os cominhos, os piri-piris e o açafrão das índias. Junte o iogurte. Ferva por 2 minutos. Junte as bolas de lentilhas. Sirva com arroz, ou como uma sopa.

Receitas do: The Nepal Cookbook (Association of Nepalis in the Americas).
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MensagemEnviada: Ter Set 28, 2010 9:29 am    Assunto: Responder com Citação


Austria


Dois dos pratos austríacos mais conhecidos…

Wiener Schnitzel


Um prato com uma história engraçada em que de certa forma até podemos estar envolvidos…
Pensa-se que a origem deste prato se encontra em Bizâncio, tendo a receita sido trazida para a península ibérica por comerciantes árabes durante a Idade Média e, posteriormente, para a Itália.
A receita foi introduzida na Áustria possivelmente pelo marechal de campo Joseph Radetzky von Radetz, no ano de 1857. Nessa altura, derrotou os rebeldes de Milão e tomou como prémio a receita da Costoletta alla milanese, levando-a para a Áustria, onde se tornaria a identidade gastronómica deste país. O termo"Wiener Schnitzel" data do ano de 1862.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Wiener_Schnitzel

4 escalopes de vitela de 120 – 150 gramas cada
farinha
2 ovos
pão ralado
sal
óleo ou banha para fritar

Bata os escalopes para os amaciar. Passe-os por farinha e, sem seguida, pelos ovos batidos e temperados com sal e, finalmente, pelo pão ralado. Frite os dois lados em gordura quente. Deve haver bastante óleo na frigideira para que o escalope flutue enquanto coze. Decore com rodelas de limão.

Sirva com uma salada.




Sachertorte, possivelmente o prato mais contestado no mundo da cozinha devido a ter sido objecto de um processo judicial longo, de nove anos, entre o Hotel Sacher e a confeitaria Demel para decidir quem tinha o direito de chamar seu produto Sachertorte 'Original'. É um famoso bolo de chocolate enriquecido com uma fina camada de geleia de alperce e cobertura de chocolate escuro, inventado por Franz Sacher em 1832, cuja receita é um segredo muito bem guardado. Na versão do Hotel Sacher – a que ganhou o direito a ser chamada de Sachertorte Original - o bolo é cortado em duas camadas e a geleia é colocada entre elas. Na receita da Sachertorte da confeitaria Demel a camada de geleia de alperce é colocada directamente sob a cobertura de chocolate e não no meio.
Apesar das receitas originais serem secretas, há muitas versões da Sachertorte. Aqui fica uma descrita como uma receita caseira usada há gerações.

Sachertorte

150g de manteiga
150 g de chocolate derretido
100 g de icing sugar
8 gemas
8 claras
50 g de açúcar
150 g de farinha
1 pitada de sal

Bata a manteiga com o chocolate e o açúcar até aumentar de volume e ficar cremoso, junte as gemas aos poucos batendo.
Bata as claras em castelo. Envolva na massa anterior, alternando com a farinha. Deite numa forma previamente untada e salpicada com farinha. Ponha no forno e coza lentamente por cerca de 1,5 horas.
Desenforme para cima de uma rede e deixe arrefecer.

Pincela a superfície do bolo com geleia de alperce e cubra com a cobertura de chcolate.

Cobertura:
200 g de açúcar
200 g de chocolate
200 ml de água

Leve o açúcar com a água ao leve a ferver, até formar um ponto fraco , junte o chocolate e ferva até que a mistura fique espessa, mas fluida. Espalhe sobre o bolo.

Coma o bolo acompanhado de bastantes natas batidas.


Adaptado do livro “Specialities of Austrian Cooking” Lotte Scheibenpflug
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